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30 de julho de 2010
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Presidente da ABT participa de Audiência Pública no Senado Imprimir
O presidente da ABT, prof. João Roberto Moreira Alves, participu hoje de audiência pública na Comissão de Educação do Senado Federal, onde avaliou a situação da educação brasileira, desde uma perspectiva histórica, onde relatou como progrediu o ne repetiu o discurso dos governantes desde o Marquês de Pombal até o atual governo, e apresentou uma série de propostas para melhorar a aprendizagem. Concentrou sua atenção em dois pontos chaves, a formação de professores e a aprendizagem.

Solução para a educação passa pela qualificação do professor

[Foto: Comissão de Educação (CE)]
[Ouça a reportagem da Rádio Senado] Os participantes da audiência pública que discutiu propostas para a educação brasileira e o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), nesta quinta-feira (10), na Comissão de Educação (CE), disseram que, como contribuição para solução do problema educacional no Brasil, são necessários investimentos na formação e qualificação de professores. A reunião foi a primeira do Ciclo de Audiências Públicas promovidas pela CE para discutir o tema.

O presidente da CE, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), disse que a crise educacional atual advém da ausência de prioridade na formação de professores pelas universidades. Enfatizou que a falta de importância dada à licenciatura é maior nas universidades públicas.

Cristovam também salientou que a educação atual está defasada e ainda mantém a mesma estrutura de cem anos atrás, apesar do avanço de recursos tecnológicos. Para ele, todos esses fatos são responsáveis pelo atraso a que está submetido o país.

- As escolas de hoje continuam tão parecidas com as de antigamente, embora tudo tenha mudado radicalmente - observou

O representante do Fórum de Livre Iniciativa na Educação, José Roberto Cuvac,concorda com a proposta da CE de ouvir setores da sociedade sobre a educação nacional. Ele criticou o Ministério da Educação por não convidar representantes de instituições privadas quando da elaboração do PDE, o chamado PAC da Educação. Cuvac ressaltou que o setor responde por mais de 3,2 milhões das 4,4 milhões que totalizam as matrículas brasileiras. Acrescentou que alguns programas, como o Universidade para Todos (Prouni), obtêm sucesso devido à colaboração das entidades particulares.

Na opinião do ex-presidente e membro efetivo do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), Manassés Claudino Fonteles, a qualificação dos licenciados exige, além de cursos, que as universidades contem com bibliotecas e computadores, entre outros equipamentos modernos.

O Presidente da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional (ABT), João Roberto Moreira Alves, sugeriu a criação de pós-graduação para o ensino médio, com sistemas de aperfeiçoamento profissional, e de dispositivos de apoio ao professor. Ele enfatizou a necessidade de uma educação continuada para esses profissionais, com cursos periódicos destinados à qualificação dos docentes.

Propostas para melhorar educação no Brasil são de Cristovam

PAC da Educação prevê ações voltadas para diversos níveis da educação

Iara Borges / Repórter da Agência Senado
Agência Senado

Representante da Unesco diz que situação da educação brasileira é crítica

[foto: Comissão de Educação ]

O representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil, Vicent Defourny, disse que a situação da educação brasileira é "crítica" e reconheceu não ser possível soluções em curto prazo. Ele sugeriu um pacto suprapartidário para discutir e apresentar soluções para os problemas da educação no Brasil. As considerações foram feitas durante a primeira audiência pública realizada nesta quinta-feira (10) pela Comissão de Educação (CE) como parte do Ciclo de Audiências Públicas para debater as propostas para a educação brasileira apresentadas pela comissão e o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do governo.

O representante da Unesco sugeriu também que as transformações sejam iniciadas pela educação básica. Na sua opinião, essa etapa da formação educacional capacita as pessoas a dominarem os códigos fundamentais da sociedade do conhecimento - leitura com compreensão, aprendizagem contínua e desenvolvimento do raciocínio, entre outros. A reforma educacional, salientou, deve levar em conta a qualidade e a ética

O representante da Unesco também ressaltou ser necessário fortalecer a crença da sociedade brasileira no poder da educação como instrumento de mudança e de crescimento do país e disse que o momento deve ser de união em favor do setor. Para ele, é importante a manutenção da noção de crise para que haja percepção de que deve haver um "salto", o que significa priorizar e aproveitar as oportunidades e as possibilidades educativas que já existem em cada cidade.

- O Brasil não merece o sistema educativo que tem hoje - observou.


Iara Borges / Repórter da Agência Senado
Agência Senado

 
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